A AngaLabs nasceu de um grupo de pesquisa em psicometria e fenotipagem digital formado ao longo de mais de uma década em quatro universidades: UFBA, UNIFESP, King's College London e USP.
A pergunta que originou tudo veio do consultório, não do laboratório: por que tanta gente atravessa anos de atendimento sem nunca receber uma medida do que sente? Depois de se formar médico pela UFBA, Felipe Argolo foi para o doutorado na UNIFESP, com um período de pesquisa no King's College London, para atacar exatamente esse problema.
A investigação científica seguiu por biomarcadores vocais e textuais: dá para extrair padrões clinicamente relevantes da forma como uma pessoa fala e escreve? A literatura internacional já dizia que sim, com mais de 15 anos de estudos peer-reviewed sustentando a hipótese.
A pesquisa mostrou onde estava a linha: a tecnologia funcionava bem como ferramenta, e o erro era deixá-la decidir.
Os concorrentes que tentaram escalar com IA opaca gastaram anos e capital tentando convencer reguladores de que uma caixa-preta era segura para decisão clínica. Não convenceram.
A AngaLabs foi desenhada com a lógica inversa: matemática determinística transparente como insumo e clínico humano como decisor. O fluxo de atendimento é esse princípio posto em prática.
Na prática, para quem chega aqui, isso significa uma coisa concreta: sair da consulta com um número que dá para acompanhar ao longo do tempo, em vez de mais uma impressão a somar às anteriores.